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SAÚDE

Biomédica presa por aplicar produto que matou influencer, não tem registro

Presa por crimes contra as relações de consumo após ser acusada de aplicar PMMA (polimetilmetacrilato) no glúteo da influenciadora e modelo Aline Ferreira, de 33 anos, a biomédica Grazielly Barbosa não tem registro profissional no Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBM-3). A brasiliense morreu por complicações após o procedimento, em um hospital do DF.

04/07/2024 10:31

Biomédica presa por aplicar produto que matou influencer, não tem registro
  • (Grazielly Barbosa foi presa pela PCGO; foi ela quem fez o procedimento que resultou na morte da influenciadora Aline Ferreira)

Presa por crimes contra as relações de consumo após ser acusada de aplicar PMMA (polimetilmetacrilato) no glúteo da influenciadora e modelo Aline Ferreira, de 33 anos, a biomédica Grazielly Barbosa não tem registro profissional no Conselho Regional de Biomedicina da 3ª Região (CRBM-3). A brasiliense morreu por complicações após o procedimento, em um hospital do DF.

A aplicação do produto foi feita por Grazielly na clínica Ame-se, de propriedade dela, localizada em Goiânia. Segundo os familiares, Aline voltou para Brasília após o procedimento e começou a ter febre e dor de barriga.

De acordo com informações preliminares, Aline estava em coma em um hospital do DF e sofreu duas paradas cardíacas, uma na sexta-feira (28/6) e outra no domingo (30/6). A morte foi decretada na noite da terça-feira (2/7).

Para operar, Grazielly precisaria ter o registro profissional cadastrado no Conselho Regional. Em nota oficial enviada ao Correio, o CRBM-3 esclareceu que não foi encontrado nenhum registro em nome de Grazielly da Silva Barbosa. “O CRBM-3 informa ainda que possui um canal de denúncias no site, acessível a qualquer pessoa que queira formalizar a sua denúncia”.

Prisão

A biomédica foi presa nesta quarta-feira (3/7) em uma operação desencadeada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon). A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) informou que dará detalhes somente em coletiva de imprensa marcada para quinta-feira (4/7).

Segundo a polícia, Grazielly responde por crimes contra as relações de consumo. A reportagem tenta contato com a defesa dela. O espaço segue aberto.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que a vigilância sanitária participou da operação. A clínica de Grazielly foi interditado por falta de alvará sanitário e falta de apresentação de responsável profissional com habilitação técnica. (Fonte: estadodeminas).

Piracanjuba
Jornal 5 de Junho

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