CALDAS NOVAS
Corpo da corretora Daiane Alves é encontrado em Caldas Novas após mais de 40 dias de buscas; síndico é preso
Mulher desapareceu em dezembro, após checar queda de energia no subsolo do condomínio onde morava.
28/01/2026 09:35 -

(Operação desta quarta-feira resultou na prisão de dois suspeitos do crime - Foto: reprodução/PCGO)
O corpo da corretora Daiane Alves foi encontrado após 42 dias do desaparecimento em Caldas Novas, nesta quarta-feira (28/1).
A descoberta, ocorrida em uma área de mata, culminou na prisão do síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, e de seu filho, ambos suspeitos de envolvimento no crime.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez entrando no subsolo do condomínio. O sumiço deu início a uma força-tarefa que mobilizou delegacias especializadas de homicídios e desaparecidos para elucidar o caso.
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Segundo apuração, o relacionamento entre a vítima e o síndico já apresentava conflitos graves antes do desaparecimento.
Cléber teria adotado uma série de atitudes de intimidação contra Daiane, incluindo a Interrupção de serviços essenciais, como corte de energia, água e gás no apartamento da corretora.
A situação evoluiu com acúmulo de processos judiciais: denúncias por calúnia, injúria e agressões físicas registradas anteriormente; e se agravou com perseguição sistemática (stalking): monitoramento próximo e constante da rotina da vítima.
Motivação e rivalidade profissional
A investigação aponta que a motivação pode estar relacionada à concorrência no mercado imobiliário local, especialmente na locação de imóveis de temporada.
Para a Polícia Civil, Cléber enxergava Daiane como uma concorrente direta e a hostilidade teria escalado de atos de sabotagem e judicialização para um crime premeditado.
Planejamento do crime
(O corpo da corretora que havia desaparecido em Caldas Novas foi encontrado em uma área de mata - Foto: reprodução/PCGO)
A suspeita é de que Cléber tenha cortado a energia do apartamento para atrair Daiane ao subsolo, onde teria total controle do ambiente e conhecimento de pontos cegos de monitoramento.
Investigadores apontam que houve planejamento na forma com que a vítima desapareceu. Uma suposta tentativa de fazer parecer que ela tivesse deixado o local por conta própria.
Peritos da Polícia Técnico-Científica (Politec) estiveram no local para realizar exames que ajudarão a determinar a causa da morte.
A investigação segue para esclarecer a motivação do crime e a forma como foi cometido. A Polícia Civil afirma que novos detalhes serão divulgados à medida que os laudos periciais e os depoimentos forem concluídos. Novas prisões não estão descartadas. (Fonte: maisgoias).






