Operação "Histórico Express"
Vereador é citado em operação que investiga fraudes em históricos escolares em instituições de ensino
Vereador de Silvânia e esposa são indiciados por comprar históricos escolares para fraudar cursos universitários.
23/10/2025, 16:46 -

- (Farmacêutica Jacqueline Alves ao lado do esposo, vereador Matheus Brito (MDB) – Foto: redes sociais)
Vereador de Silvânia e esposa são indiciados por comprar históricos escolares para fraudar cursos universitários
A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) de Anápolis, deflagrou no dia 21 de maio a operação “Histórico Express”, que investiga um esquema de venda e uso de históricos escolares falsificados do curso de Direito em faculdades do estado.
Entre os indiciados no inquérito estão o vereador de Silvânia, Matheus Gomes de Brito, e sua esposa, Jaqueline Alves de Sousa.
Participe do canal do Jornal 5 de Junho no WhatsApp Acesse o Link
De acordo com o delegado Luiz Carlos da Cruz, responsável pela investigação, o esquema era operado por um casal de funcionários de uma instituição de ensino superior em Anápolis.
Disciplinas falsas
A mulher atuava como secretária acadêmica e o homem como coordenador do curso de Direito, o que lhes dava acesso aos sistemas internos da faculdade. Eles teriam oferecido disciplinas falsas a alunos de diversas instituições em troca de pagamento, emitindo documentos que simulavam a conclusão das matérias.
Segundo a PCGO, o vereador Matheus Brito adquiriu disciplinas falsas do curso de Direito, que teriam sido utilizadas em sua transferência para outra faculdade.
Além disso, ele também teria auxiliado na aquisição de documentos fraudulentos utilizados por sua esposa, o que resultou em dois indiciamentos no inquérito policial.
O delegado afirmou que ambos usaram os documentos falsos para abreviar o tempo de conclusão de seus cursos. Jaqueline teria se formado em Farmácia utilizando os históricos irregulares. “Ambos foram indiciados no inquérito policial.
O Sr. Matheus duas vezes, por ter comprado e usado seu próprio histórico falso e também por ter auxiliado a esposa”, declarou Luiz Carlos.
Vereador diz que regularizou situação
O vereador Matheus Brito confirmou que foi investigado, mas negou ter agido de má-fé. Segundo ele, ao perceber indícios de irregularidade nos documentos recebidos, procurou a instituição de ensino para regularizar sua situação, tendo inclusive perdido um semestre letivo.
“Nós sempre agimos de boa-fé, procuramos a instituição de forma oficial conforme consta nos registros da Polícia Civil, antes que acontecesse qualquer operação da Polícia, quando tivemos a suspeita de que os documentos não eram válidos.
Tanto a minha esposa como eu procuramos nossas instituições de origem e regularizamos a situação, com isso eu perdi um semestre todo”, afirmou Matheus, que cursava Direito inicialmente na Anhanguera e transferiu-se para a Fibra devido ao custo do curso.
O vereador também disse que colaborou com a investigação e procurou a promotoria de Anápolis para se colocar à disposição da Justiça. “Muito me assusta as declarações do delegado, uma pessoa que eu estimo e respeito, a forma que ele coloca que ele se posiciona, pois todas as informações que estou trazendo aqui constam no inquérito e foram levadas a conhecimento dele”, completou.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Goiás, que ainda irá analisar a denúncia formalmente. Até o momento, o vereador não foi citado oficialmente, mas afirma estar aguardando notificação judicial.
Relembre o caso
A operação “Histórico Express” teve como objetivo o cumprimento de 10 mandados judiciais, incluindo duas prisões preventivas, quatro mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A investigação revelou um esquema de falsificação e comercialização de documentos acadêmicos que permitiam a eliminação indevida de disciplinas em cursos de nível superior, reduzindo o tempo de formação de forma ilegal. (Fonte: PCGO)






