MORRINHOS
Casal condenado a quase 400 anos de prisão por estupro de vulnerável fez pelo menos dez vítimas, diz MP
O casal ainda perdeu o poder familiar aos filhos e terá que indenizar em R$ 30 mil cada vítima de crime sexual e em R$ 10 mil as que tiveram imagens armazenadas por eles.
21/09/2026 06:35 -

O casal que foi condenado a quase 400 anos de prisão por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil fez pelo menos dez vítimas, de acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO).
Os crimes foram cometidos entre 2021 e julho de 2025, em Morrinhos , no sul do estado, e foram descobertos graças à filha deles, que viu mensagens trocadas entre os dois sobre nudez, relacionada a ela própria, e avisou a familiares.
Como os nomes dos condenados não foram divulgados, o g1 não conseguiu entrar em contato com as suas defesas. Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), ainda cabe recurso à sentença, mas os dois réus seguem presos desde outubro de 2025, quando houve as pris flagrante.
De acordo com o TJGO, o homem e a mulher tiveram as seguintes condenações:
- Mulher: 159 anos e 17 dias de reclusão, além de 270 dias-multa;
- Homem: 204 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão, além de 342 dias-multa.
O casal ainda perdeu o poder familiar aos filhos e terá que indenizar em R$ 30 mil cada vítima de crime sexual e em R$ 10 mil as que tiveram imagens armazenadas por eles.
Segundo o Ministério Público, as crianças tinham entre 3 e 7 anos à época dos acontecimentos.
As mensagens descobertas pela filha estavam no celular da mãe.
Eram do pai pedindo a ela que tirasse foto dela nua. A criança mostrou essas mensagens à tia e à avó, que, então, comunicaram o caso às autoridades.
Essa filha era usada pelo pai e pela mãe para atrair crianças até a casa onde a família morava, no Setor São Francisco de Assis.
De acordo com o MP, o casal tinha duas formas de atraí-las: por meio da oferta de serviços de babá, pela mulher, às mães da vizinhança; e por convites às amigas da filha do casal para brincar na casa.
Os abusos aconteciam quando as crianças eram deixadas sob os cuidados do casal.
A partir da quebra do sigilo dos dados dos celulares, autorizada pela Justiça, a polícia descobriu centenas de horas de gravação de material pornográfico das vítimas, entre eles vídeos nos quais o homem e a mulher aparecem abusando delas.
Além das indenizações, a Justiça determinou que todas as vítimas tenham acompanhamento psicológico. (Fonte: G1GO)






