ECONOMIA
Goiás registra segundo maior volume de produção de ovos no primeiro semestre
Goiás produziu 128,5 milhões de dúzias de ovos e registrou o segundo melhor resultado da série histórica para o primeiro semestre do ano, atrás apenas do volume alcançado no primeiro semestre de 2025.
14/10/2026 11:12 -

- (Goiás figura na 5ª posição entre os maiores exportadores de ovos para incubação em todo Brasil em 2025 – FOTO - Arnaldo Alves/AEN-home)
Os dados são do Agro em Dados, informativo mensal elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de ovos bateu recorde, com 2,4 bilhões de dúzias.
A produção brasileira de ovos destina-se majoritariamente ao mercado interno. Em 2025, de acordo com o Relatório Anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) o consumo per capita atingiu 288 unidades, alta de 7,1% em relação a 2024.
Esse crescimento pode ser atribuído, em parte, à expansão do mercado fitness e à busca por fontes proteicas práticas, uma vez que o ovo é reconhecido por conter albumina, proteína presente na clara, com perfil completo de aminoácidos essenciais e alta digestibilidade, além de ser fonte de vitamina B12 e colina.
De 2016 para 2025, a produção brasileira de ovos passou de 3 bilhões para 4,9 bilhões de dúzias, um crescimento de 59,9% em dez anos, segundo o IBGE. Em Goiás, o desempenho acompanhou a tendência nacional.
A produção avançou 53,8% no período, de 171,7 milhões para 264,1 milhões de dúzias. A expansão foi acompanhada do crescimento do plantel de galinhas poedeiras, que aumentou 53,1% na década e alcançou 46,9 milhões de cabeças em 2025.
"A produção de ovos acompanha a evolução das demandas do mercado, com avanços nos sistemas de criação de galinhas poedeiras voltados ao bem-estar animal, à sustentabilidade e às diferentes exigências dos consumidores", destacou o titular da Secretaria de Agricultura, Ademar Leal.
"Os resultados refletem o trabalho dos produtores goianos, em parceria com a Secretaria, que atua no apoio técnico e no diálogo com o setor para fortalecer a cadeia produtiva."
Cotações
Na série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP (Cepea), o preço do ovo atingiu o maior valor nominal em março de 2025 quando a caixa com 30 dúzias de ovos brancos, em Bastos (SP), chegou a R$ 203,01.
A alta foi influenciada por fatores nacionais e internacionais. Nos meses seguintes, os preços passaram por um processo de acomodação, com a recomposição do equilíbrio entre oferta e demanda. Nesse contexto, 2025 consolidou o maior Valor Bruto da Produção (VBP) da série, com quase R$ 1,6 bilhão em Goiás e de R$ 30,1 bilhões no Brasil. Para 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) projeta VBP de R$ 1,3 bilhão para Goiás, valor equivalente ao registrado em 2024. A projeção reflete a maior disponibilidade interna do produto, resultado da expansão da produção, e o consequente recuo dos preços no mercado doméstico.
Mercado Internacional
Em 2025, dados da ComexStat indicam que as exportações de ovos do Brasil somaram 51,1 mil toneladas, com receita de US$ 175,4 milhões. Desse total, Goiás contribuiu com 272,2 toneladas de ovos para consumo.
Quanto aos ovos para incubação, a estimativa aponta 728,7 toneladas produzidas no Estado, com o valor médio de US$ 5.764,88 por tonelada, 14,2% acima do registrado em 2024. O produto teve como principais destinos a Arábia Saudita, o México, o Senegal e a Venezuela. Com esse desempenho, o Estado ocupa a 5ª posição entre os maiores exportadores do segmento no país em 2025.
No mercado de ovos para consumo, as exportações goianas de ovos para consumo concentraram-se em Cristalina e São João d'Aliança, que somaram US$ 1,5 milhão e US$ 684,0 mil, respectivamente.
De janeiro a agosto de 2026, Luziânia também passou a integrar o grupo de municípios exportadores desse produto, com receita de US$ 246,4 mil. De janeiro a agosto de 2026, Goiás enviou 346,2 toneladas ao exterior, com receita de US$ 1 milhão.
Desse montante, 57,6% corresponderam a ovos para incubação e 42,4% a ovos para consumo. Os números reforçam a importância dos ovos para incubação na pauta exportadora goiana e evidenciam a participação do estado no mercado internacional.





