assédio sexual
Influenciadora denuncia supostos abusos sexuais atribuídos a pastor em Goiânia
Bruna Suyanne afirma ter recebido relatos de dezenas de mulheres e diz também ter sido vítima de abordagem inadequada; acusações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
06/11/2026 14:17 -

O caso ganhou repercussão após a publicação de um vídeo nas redes sociais, no qual ela afirma ter recebido relatos de dezenas de mulheres que frequentavam a instituição religiosa.
Segundo Bruna, os relatos apontam situações de constrangimento e possíveis abusos durante atendimentos realizados pelo religioso. Ela afirma que a autoridade pastoral e referências à fé teriam sido utilizadas para pressionar e constranger mulheres.
A influenciadora também declarou ter sido uma das possíveis vítimas. Em seu depoimento, relatou que o pastor teria feito toques inapropriados e que, ao questionar o comportamento, teria ouvido que se tratava de uma demonstração de carinho paternal.
RELATOS E REPERCUSSÃO
De acordo com a publicação do portal Fuxico Gospel, algumas mulheres teriam relatado situações em que eram orientadas a retirar roupas durante atendimentos no gabinete pastoral, sob a justificativa de que precisariam passar por uma avaliação. Também foram mencionados supostos pedidos de contatos íntimos.
Após divulgar as acusações, Bruna afirmou ter recebido ataques e tentativas de intimidação. A influenciadora disse que pretende organizar uma rede de apoio para acolher outras possíveis vítimas e incentivar que os relatos sejam encaminhados às autoridades.
POSICIONAMENTO E INVESTIGAÇÃO
Até 6 de novembro de 2026, não havia informação pública localizada sobre a abertura de inquérito policial ou apresentação de denúncia do Ministério Público relacionada às acusações. Também não foi identificado comunicado oficial da Assembleia de Deus Ministério Fama confirmando eventual afastamento do pastor.
O portal Fuxico Gospel informou que tentou contato com Pablo Godoi para ouvir sua versão, mas não obteve resposta até o fechamento da reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação do religioso e da instituição.
As acusações ainda precisam ser apuradas pelos órgãos competentes. Não há, até o momento, confirmação judicial dos fatos relatados. O pastor tem direito à presunção de inocência e à ampla defesa.
COMO DENUNCIAR
Mulheres que enfrentam situações de violência podem buscar orientação e registrar denúncias pelo Ligue 180, serviço gratuito, disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.






